Fazia tempo que a gente não se via. Uns bons tantos anos. E como se o encontro não pudesse ser mais bem marcado e ensaiado, nos encontramos no ônibus. Eu havia comprado justamente a poltrona em sua frente.
Durante todo o tempo que não tínhamos nos visto, tentávamos marcar de se ver. Coisa para um café. Bater um papo mesmo. Coisa que normalmente nossas mães fazem ao se encontrarem com outras no supermercado. Mas não rolou café. Nos vimos naquele ônibus.
Ele ainda era o mesmo amigo de sempre. Mesmas feições, mesmo sorriso e nenhuma cicatriz à vista pendurada. Mas eu achava graça naquela barba que crescia feliz pelo rosto pouco mais amadurecido.
E como não podia deixar de ser, havia um óculos ali – naquele rosto. Se aquela armação quadrada e grande não existisse no visual talvez não me instigasse tanto olhar para seus olhos. Engraçado. Os olhos não escondem nada. Nunca. Ninguém esconde nada de olhos abertos. E se eles se fecham os poros respondem por eles. De qualquer forma não há o que esconder. Não há porquê. E os olhos dele eram os mesmos. Apesar do novo visual, era a mesma pessoa. Inconfundível.
Hoje, além dos óculos, ele se projeta atrás de uma câmera fotográfica. Usa os olhos para calcular o que não pode ficar fora de cena. Então ele me dizia sobre suas fotos, sobre todos os lugares por onde estava fotografando e sobre os novos projetos – como fotógrafo, como músico e como arquiteto. Também sobre suas infinitas influências artísticas: pessoas que eu nunca ouvi o nome na vida – e que, provavelmente, não irei me interessar – e filmes só encontrados em sessões de cinema diferenciadas, com pessoas curiosas.
Curiosas. Ele me disse que hoje era difícil encontrar pessoas assim. Eu discordei. Numa cidade como São Paulo é o que mais se têm. Mas ai ele me corrigiu. Disse que para isso, para essas pessoas, ele dava o nome de bizarras. E que estava se referindo ao significado de interessado, fuçador, de forma que essa “curiosidade” agregaria bons conhecimentos para quem o é. Ai eu fiz uma cara de “ah!” e concordei. De fato é difícil encontrar pessoas que se interessam por qualquer coisa. E me lembrei que sempre fui muito assim. E estava sendo. Meu interesse nele durante a viagem foi como a de uma criança que abre uma gaveta na casa de estranhos. (Veja que me refiro às crianças inocentes e puramente curiosas. Coisa que me considero até o devido momento). Foi um sentimento de descoberta, de “pra-que-serve-isso?”. Para que a barba? Para que o tênis colorido e desenhado? Para que os aros quadrados? Para que rir pouco? Mas também para que rir tanto? Para que mais um monte de coisas. Várias perguntas que, se respondidas dariam lugar ao dobro delas. E quase metade do tempo precisei me conter nos pensamentos e acompanhar o que ele dizia. Às vezes ele perguntava sobre mim. E eu, perdida na caixa de brinquedos do amigo, olhava para a minha própria caixa tentando mostrar algo dela que ele pudesse se interessar. Não sei o motivo, mas (me) escolhi e mostrei uma boneca de pano. Nada muito concreto, nada muito maravilhoso por fora, mas que por dentro, pôde ele perceber, não era um só recheado de algodão. Havia mais coisa ali. E ele se interessou.
Mas ele, como sempre, sem ter perdido o costume nesses anos, era aquela pessoa que não me perguntava muita coisa. Não acho que por não querer saber, mas por já saber. E não ficava (me) revolvendo.
Sempre teve algo além. Algum ponto de si que era habitado por tão somente ele. Ninguém sabia como chegar lá e nem ia saber. E foi ai que a viagem acabou. Chegamos, enfim, ao destino. O de nos separar outra vez. Para se encontrar daqui a qualquer unidade de tempo. E com ele é sempre bom assim. Cá e lá.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
O amigo de tempos em tempos
Postado por Luiza... às 10:55 0 comentários
sábado, 3 de outubro de 2009
Still...
A fire burns,
Water comes,
You cool me down.
When I'm cold inside,
You are warm and bright,
You know you are so good for me
With your child's eyes,
You are more than you seem,
You see into space...
I see in your face...
The places you've been...
The things you have learned...
They sit with you so beautifully
You know there's no need to hide away,
You know I tell the truth,
We are just the same.
I can feel everything you do,
hear everything you say,
Even when your miles away.
Cos I am me the universe & you.
Just like stars burning bright,
Making holes in the night,
We are building bridges..
You know there's no need to hide away,
You know I tell the truth,
We are just the same.
I can feel everything you do,
hear everything you say,
Even when your miles away.
Cos I am me the universe & you
When you're all on your own,
I'll send you a sign,
Just so you know...
I am me the universe & you,
The universe & you.
The universe & you.
I am the universe & you.
Postado por Luiza... às 07:00 0 comentários
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Resposta improvável ou pouco compreensível
Madrugada e, depois de várias xícaras de café e blues rolando, um papo desse é meio óbvio...
Paula(amiga que mora comigo)- Meu! Você é louca! Não sei como você consegue! Ler uma frase, cantar outra, escrever e me ouvir falando! E ainda saber o que tá fazendo!!!
Eu(ah, eu né?)- É que eu nasci pra ser mãe.
Paula- ... (como assim Jesus do céu?!)
Eu- Éééé... Manja mãe? Mãe faz tudo, pensa tudo ao mesmo tempo...
Paula- Hahahahaha... Doidaaa! (Meu santinho, definitivamente moro com uma insana. Cuide de mim!)
Postado por Luiza... às 21:20 0 comentários
Eu, platéia.
- O bom de morar com uma bailarina?
- Assistir à espetáculos todos os dias!
=D
Postado por Luiza... às 18:07 0 comentários
domingo, 4 de janeiro de 2009
New Year's Resolutions
Quando alguém te diz a combinação de palavras "final de ano" ou "réveillon" no que você pensa? Por mais que quem tenha feito agora essa pergunta tenha sido eu, e - talvez - você nem queira saber no que me vem à cabeça, eu irei dar a minha resposta. Mas não agora. Antes eu vou discorrer sobre o sentido, na minha opinião, de existir uma comemoração para mais uma nova translação.
Fazendo uso de um exemplo bem cotidiano e concreto, qualquer empresa que trabalhe seus lucros e despesas ao longo do ano - de modo que queira garantir sua rentabilidade ou, pelo menos, sua estabilidade -, pode-se observar o momento reservado para o balanço. É nesta hora que se chega em conclusões como se medidas tomadas resultaram em acertos ou se investimentos acarretaram pilhas de prejuízo. Também neste instante nascem as projeções futuras, ou seja, o que fazer para alcançar uma nova (ou mesma) meta. O dono do empreendimento - ou alguma outra pessoa responsável por este tipo de contabilidade - geralmente não discute esse balanço com, por exemplo, o cara que entrou junto no elevador ou que espera na mesma fila do caixa com um pacote de salgadinhos.
O que quero dizer é que ele vai comentar, tratar dos assuntos referentes ao andamento da empresa com alguém que, de alguma forma, tenha a ver com ela. É o que quase sempre acontece. Quando não funciona assim é bem provável que a pessoa está desesperada e bêbada precisando falar sobre seu lastimável negócio com alguém que ainda não tenha dispensado as lamentações. Portanto, nem venha. Falar sobre a empresa, só com os funcionários e olhe lá!
Imaginando que tenha compreendido o parágrafo acima, no que você pensa? No que você pensa quando ditas aquelas palavras? Eu penso (sim, agora direi) no balanço do meu ano; naquela hora difícil em que eu sento na frente de mim mesma e me pergunto: "E ai? O que achou? Foi bom pra você?" e, sem deixar a sinceridade de lado, respondo. Ai a verdade se mostra da maneira mais verdadeira (se isto for possível...). Ou, em outras palavras, com seu teor mais genuíno, em forma de sentimento. Não é preciso traduzir em palavras. O sentimento e a sensação se entendem por elas mesmas. Talvez nem o cérebro participe dessa "reunião". Talvez ele seja só mais um subordinado perante a impressão e que somente facilite uma comunicação interpesssoal.
Bom, depois de conversar comigo, separar o joio do trigo e concluir em qual situação se encontra minha mais importante empresa, decido onde e com quem eu gostaria de compartilhar meus últimos momentos do mesmo ciclo que, por convenção, chamamos de ano. Definitivamente eu não escolheria uma balada muvuquenta ou por uma festa cheia de pessoas desconhecidas que nem parte da minha vida fizeram ou que, muito menos, a influenciaram. Para mim não faz sentido distribuir meus sorrisos, choros e desejos para o próximo ano com quem sei-lá-Deus-quando-verei ou alguém que me tanto faz a presença.
É claro que a animação de mega festas contagia, a música nos faz remexer e a bebida faz de todo mundo gente boa. Mas se quiser levar mais consciente esta data (a única na qual realmente refletimos sobre a vida por mais minutos do que o habitual) e não encará-la como mais uma festa muito louca que você não pode perder - como muitas outras durante o ano - é bem provável que o ano novo será mais bem vivido. Isso porque esse sentimento contagiante das comemorações de Natal e Ano Novo nos tornam mais sucetíveis à pensamentos introspectivos e, quanto mais se escuta e debate-se consigo, melhor ser humano se é.
Não vou explicar por que disso. Renderia muito papo e para outro post. Pense em passar um final de ano diferente... Isso poderá te trazer mais do que imagina. Acredite. Afinal, você acaba apostando em alguma superstição para entrar de pé direito no próximo ano, não é? E também já se viu juntando sementes de romã, é mentira? Seria eu menos crível que uma semente de romã?
Ah, aqui um pensamento que se tornou também meu desde que o ouvi:
"a felicidade só é real quando compartilhada".
Pura verdade.
Postado por Luiza... às 18:05 2 comentários
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Ih... Legítimo?
Muita gente sabe que arte é coisa para poucos. Entendê-la então é para pouquíssimos. Não que as pessoas sejam desinteressadas pelo assunto, mas é fato que quase ninguém tem empenho, vontade, "pique" suficiente para compreender a essência e a proposta de obras e exposições devido a necessária abstração que a arte exije de seu apreciador.
Geralmente em circuitos que abrigam obras consagradas pela crítica, o público ajusta e sustenta sua opinião de acordo com o que foi avaliado por aquela. e é ai onde está o problema: quem é que vai questionar se tal obra é realmente tão fabulosa quanto dizem ser? Talvez pela vergonha de se assumir um ignorante, prefere-se continuar com a farsa de que também julga maravilhoso aquilo que os críticos adoram.
Mas e quando não há um consenso nem entre os peritos em arte? Como é que o público reage numa dessas? Isso é o que anda acontecendo entre as paredes do primeiro andar do MIS (Museu da Imagem e do Som), em São Paulo.
A exposição I/Legítimo: Dentro e Fora do Circuito, que ficará até janeiro no museu, aborda a discussão sobre a legitimação da arte, ou seja, o que deve ser considerado arte ou não. Os artistas expositores pertencem ao cenário underground e reivindicam seu lugar no mainstream. A arte urbana
(underground) tem, como princiapal característica, a atitude. A atitute que o indivíduo - no caso o artista - teve que ter para criar sua arte. O grafite é um exemplo desse tipo de produção artística. Outra característica do movimento underground é a quebra de barreiras. Entenda barreiras como qualquer coisa que impeça o artista em expandir sua obra ou linha de pensamento. A arte urbana é feita nas ruas e qualquer um pode manisfestar sua arte e dar a ela o sentido que quiser.
Logo na entrada da exposição, os "executivos azuis" de Tiago Judas (nome dado ao conjunto da obra)
recepciona os visitantes e chama para a discussão o tema das barreiras supracitado; por que uma exposição se limita a uma sala? Por que não se expande para o mundo afora? Por que não atinge o cotidiano das pessoas? Esses são os questionamentos que a arte underground põe em pauta.
Visitar a exposição não apenas chama a atenção para a legitimação da arte, mas também para outras polêmicas que preocupam a arte urbana, que tem muito, na sua essência, de movimentos políticos. Aliás, no Brasil durante o período da ditadura a arte que buscava confrontar os líderes do poder era a urbana. Por isso a "atitude" é tão reverenciada, até mais que as técnicas usadas na produção artística - isso se não as esmaga.
Uma das obras mais, hã, estranhas, mas isso sem subestimar sua importância, é a de Fabiana Faleiros que apresenta PMG, "instalação que revê as ações de hackerativismo, convidando os visitantes a realizarem atentados simbólicos pela cidade com velas de aniversário acesas e registrarem a ação em fotos e vídeos que serão disponibilizados na internet". Coisa louca, né? Mas eu bem que fiquei com vontade de pegar as bombinhas, que tem 3 tamanhos diferentes - P de pequeno, M de médio e G de (adivinheeee!) grande -, e fazer um atentadozinho. Ora, por que não? =D
Mas se você tiver oportunidade é legal cair por lá e pedir por uma visita monitorada. Faz muita diferença, acredite. Eu sou prova disso. A exposição se transforma de uma merda para algo bem interessante. Gaste algum tempo em cada obra e, antes de achar que o sujeito é um insano ou algo do tipo, tente crer que ele teve uma intenção maior do que simplesmente te surpreender com atitude; há sim alguma boa idéia nas entrelinhas da obra. Vá lá e se deixe levar pela discussão e, ao sair, analise e tente dar o seu prórpio veredicto, mas sem - é claro - preconceitos.
Postado por Luiza... às 10:50 1 comentários
Sábado de sol...
Tem algumas coisas que a gente só faz porque a amizade é muito maior do que o resto que tenta nos desanimar. Por exemplo: sono, preguiça, calor...
No último sábado eu acordei às 8 horas da manhã com a tarefa de acompanhar uma amiga em busca de uma fantasia de mafiosa. No dia anterior essa criatura me liga e acontece o seguinte diálogo:
eu: Alô?
criatura: Oi amorrrrrrrrrrrrrrrrrrr!!!!
eu: Hahaha... Tudo bom? (nossa! que doida!)
criatura: Tudo bom e você? (muito feliz)
eu: Tudo! (...)
criatura: Então, eu preciso de um favor. (voz de quem vai pedir alguma coisa muitoooo recusável)
eu: Fale. (apreensão)
criatura: Vou pro Interunesp e vai rolar uma festa à fantasia e eu e mais duas amigas vamos de mafiosas.
eu: Hum... E onde eu entro nisso? (medo!)
criatura: Preciso de alguém para ir no centro achar um chapéu preto e uma gravata preta para nós três. Eu pensei que a única pessoa que concordaria em fazer um programa de índio desses comigo seria você!
eu: Ah... Okay. Quando? (certeza de que só eu? Alguém me ajude!!!)
criatura: Amanhã cedo. Cedinho. Às 9 horas.
eu: Você tá dizendo que vamos para lá na mesma hora que as lojas abrem?(Ohhh céus!!!)
criatura: Abrem às 9? (?!)
eu: Sim. (Ela não sabia disso... Okay! ¬¬)
criatura: É. Vamos na hora que elas abrem! (Imagino que estivesse com uma cara de feliz =D)
eu: Tá. Eu vou. (...)
criatura: Ahhhh!!!! Que beleza!!!! Te ligo amanhã cedo quando estiver passando na sua casa! (voz muito feliz e animada)
eu: Okay! Nos falamos amanhã.
criatura: Sim amorrrrrrrr! Beijooooooo!
eu: Beijo querida!
Bom, quase às 9 horas minha amiga me manda uma mensagem no celular dizendo que se atrasaria. Umas 9h30 ela aparece em frente de casa com uma buzinadinha e um sorriso muito animado. Afinal, ela iria andar pelo centro todo às 9 horas de um sábado com um sol de rachar crânios e, é claro teria a companhia da minha pessoa! (Se eu fosse ela ficaria feliz somente pela última circunstância...)
Entrei no carro dizendo para mim mesma "vai ser legal, vai ser legal, vai ser legal, vai ser...". Acabou virando um mantra e eu não sabia mais o que aquilo queria dizer. Enquanto ela me perguntava como ia a minha vida e tal eu tentava não imaginar naquele aglomerado de pessoas que encontraríamos; no aglomerado de pessoas suadas e que eu me tornaria uma delas depois de alguns poucos momentos debaixo daquele solzinho. Mas, infelizmente, minha concentração não estava muito boa e a tentativa em não me imaginar como algo muito melecado foi em vão.
Quando chegamos no centro comercial, que, inclusive, fica no centro da cidade,
eu pensei que, se pelo menos metade das pessoas que lá estavam resolvesse de fato fazer compras e mandassem a crise mundial ver se elas estavam na esquina, os lojistas venderiam bem naquele sábado. O pior é que minha amiga também era parte dessa parcela: estava disposta a encontrar (e comprar) os tais artefatos que comporiam a fantasia.
Depois de entrarmos em várias lojas, cheguei a sugerir uma fantasia, que minha amiga descreveu como quase óbvia, mas que salvaria nossos ombros desprotegidos pela falta de um bloqueador solar (ou algo que o valha) esquecido dentro do armário. Mas como eu disse no começo deste post, algumas coisas são menores que a amizade ou que o afeto que temos por algumas pessoas. Então continuamos a procurar pelo(s) maldito(s) chapéu(s) (se tivéssemos achado pelo menos um...). As gravatas pretas descobrimos que podemos encontrar em qualquer loja meia boca. Mas também que essas vendidas nessas lojas são quase descartáveis. Ou seja, perfeitas para um evento na Interunesp.
Às 11 horas nenhuma de minhas roupas parecia com algo que eu tinha vestido antes de sair. Meu cabelo então era uma coisa a parte do meu corpo; não me lembrava dele daquele jeito em dias comuns. Quando eu já estava quase arrancando a roupa em pleno calçadão de uma cidade interiorana, o juízo apareceu e sugeri um suco. Minha amiga aderiu a idéia e eu agradeci por não ser aquele dia quando eu surtaria por estar tão "temperada" e "besuntada" de mim mesma.
- Maracujá e abacaxi, por favor. - Esse sabor poderia acalmar nossos nervos e glândulas sudoríparas que não nos deixavam em paz.
Nervos e glândulas mais calminhos, continuamos procurando o maldito chapéu. Mas, por minha sorte, minha amiga desistiu e fomos olhar os cachorrinhos que estavam expostos para venda. A coisa mais doida desse dia foi o que aconteceu neste momento: ao brincarmos com os filhotes fomos acometidas por um instinto maternal - o que não é muito legal se isso nos perseguisse em alguns outros momentos das nossas vidas como, por exemplo, naqueles em que alguns "detalhes" são imprescindíveis. Conversamos sobre isso e concluimos que estamos com alguns vazios amorosos. No meu caso talvez a culpa fosse da distância e no dela talvez pela incompetência do ser em ser alguém mais, hã, fofo (?!?!?!). Enfim, a vontade súbita em sermos mães, ainda que de cachorros, foi passando. Pelo menos de um instinto maternal para alguma coisa mais sadia.
Sem chapéu nenhum voltamos para a casa com metade da fantasia de mafiosa garantida. Mas uma coisa a gente conseguiu - e muito: passar calor. O que não foi naaada legal, mas a amizade é aquilo que disse, blá blá blá blá blá blá...
Postado por Luiza... às 05:30 1 comentários
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Se Maomé não vai até a montanha,...
...a montanha vai até Maomé!
E não é que é verdade?!
Postado por Luiza... às 13:41 0 comentários
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
DAR NÃO É FAZER AMOR
(Luiz Fernando Veríssimo)
Dar é dar.
Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido.
Mas dar é bom pra cacete.
Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca...
Te chama de nomes que eu não escreveria...
Não te vira com delicadeza...
Não sente vergonha de ritmos animais.
Dar é bom.
Melhor do que dar, só dar por dar.
Dar sem querer casar...
Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral...
Te amolece o gingado...
Te molha o instinto.
Dar porque a vida é estressante e dar relaxa.
Dar porque se você não der para ele hoje,
vai dar amanhã, ou depois.
Tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito.
Dar sem esperar ouvir promessas,
sem esperar ouvir carinhos, sem esperar ouvir futuro.
Dar é bom, na hora.
Durante um mês.
Para os mais desavisados, talvez anos.
Mas dar é dar demais e ficar vazio.
Dar é não ganhar.
É não ganhar um eu te amo baixinho perdido
no meio do escuro.
É não ganhar uma mão no ombro quando
o caos da cidade parece querer te abduzir.
É não ter companhia garantida para viajar.
É não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia.
Dar é não querer dormir encaixadinho...
É não ter alguém para ouvir seus dengos...
Mas dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito.
Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa,
uma chance ao amor.
Esse sim é o maior tesão.
Esse sim relaxa, cura o mau humor,
ameniza todas as crises e faz você flutuar.
Experimente ser amado(a).
Postado por Luiza... às 07:03 1 comentários
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Canta pra mim?
You've got your mother in a whirl
She's not sure if you're a boy or a girl
Hey babe, your hair's alright
Hey babe, let's go out tonight
You like me, and I like it all
We like dancing and we look divine
You love bands when they're playing hard
You want more and you want it fast
They put you down, they say I'm wrong
You tacky thing, you put them on
Rebel Rebel, you've torn your dress
Rebel Rebel, your face is a mess
Rebel Rebel, how could they know?
Hot tramp, I love you so!
You've got your mother in a whirl 'cause she's
Not sure if you're a boy or a girl
Hey babe, your hair's alright
Hey babe, let's stay out tonight
You like me, and I like it all
We like dancing and we look divine
You love bands when they're playing hard
You want more and you want it fast
They put you down, they say I'm wrong
You tacky thing, you put them on
Rebel Rebel, you've torn your dress
Rebel Rebel, your face is a mess
Rebel Rebel, how could they know?
Hot tramp, I love you so!
Rebel Rebel, you've torn your dress
Rebel Rebel, your face is a mess
Rebel Rebel, how could they know?
Hot tramp, I love you so!
You've torn your dress, your face is a mess
You can't get enough, but enough ain't the test
You've got your transmission and your live wire
You got your cue line and a handful of ludes
You wanna be there when they count up the dues
And I love your dress
You're a juvenile success
Because your face is a mess
So how could they know?
I said, how could they know?
So what you wanna know
Calamity's child, chi-chile, chi-chile
Where'd you wanna go?
What can I do for you? Looks like you've been there too
'Cause you've torn your dress
And your face is a mess
Ooo, your face is a mess
Ooo, ooo, so how could they know?
Eh, eh, how could they know?
;)
Postado por Luiza... às 16:06 0 comentários
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Essa é a música do meu momento.
Pelo menos desse durante o qual escrevo...
After years of expensive education
A car full of books and anticipation
I'm an expert on Shakespeare and that's a hell of a lot
But the world don't need scholars as much as I thought
Maybe I'll go travelling for a year
Finding myself, or start a career
Could work the poor, though I'm hungry for fame
We all seem so different but we're just the same
Maybe I'll go to the gym, so I don't get fat
Aren't things more easy, with a tight six pack
Who knows the answers, who do you trust
I can't even seperate love from lust
Maybe I'll move back home and pay off my loans
Working nine to five, answering phones
But don't make me live for Friday nights
Drinking eight pints and getting in fights
Maybe I'll just fall in love
That could solve it all
Philosophers say that that's enough
There surely must be more
Love ain't the answer, nor is work
The truth elludes me so much it hurts
But I'm still having fun and I guess that's the key
I'm a twentysomething and I'll keep being me
(Twentysomething - Jamie Cullum)
Postado por Luiza... às 07:22 0 comentários
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
"Eyes that know me..."
Demorei demais para mandar (sim, mandar) quem visita essa coisa aqui assistir ao longa "Apenas uma vez". O filme é Irlandês, de 2006 e é simplesmente fabuloso. Ah sim! Ele também ganhou o Oscar deste ano por melhor canção com "Falling Slowly".
(Hum... Essa música é uma das que fariam parte do repertório daquele meu show...)
Postado por Luiza... às 08:26 0 comentários
domingo, 22 de junho de 2008
"Lá vamos nós" enfim?
Acho que sim...
"All I'll can ever be to you
Is a darkness that we know,
And this regret I got accustomed to.
Once it was so right
When we were at our high,
Waiting for you in the hotel at night.
I knew I hadn't met my match,
But every moment we could snatch,
I don't know why I got so attached.
It's my responsibility,
And you don't owe nothing to me,
But to walk away I have no capacity.
He walks away,
The sun goes down,
He takes the day but I'm grown
And in your way,
In this blue shade
My tears dry on their own"
Postado por Luiza... às 22:45 3 comentários
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Sob o olho da crítica
É difícil não encontrar nos cadernos de cultura dos maiores veículos de imprensa a área reservada para a crítica. Jornalistas especializados no assunto que irão abordar ou alguém que realmente domine o tema e saiba escrever de maneira correta são as pessoas que se dedicam a esta seção. Mas qual é, de fato, o papel da crítica?
A crítica é um texto que tenta esclarecer todas as dúvidas sobre um produto passando o maior número de informações possíveis de forma que o leitor possa criar uma determinada expectativa, que pode levá-lo ou não a uma postura de compra.
Infelizmente, grande parte dos críticos se esquecem deste conceito básico e partem cada vez mais para o caráter indutivo. Ao contrário de fornecer aos leitores as condições para que eles possam resolver se consumirão ou não determinada obra, o crítico acaba por formular seu discurso de forma que prevaleça sempre a sua verdade, sua preferência. Portanto, o que seria um método para ajudar os consumidores na escolha de uma mercadoria se torna uma imposição de idéias, que conduzem a conceitos pré-estabelecidos, limitando a capacidade do leitor em emitir suas próprias conclusões.
O público, em geral, se divide entre aqueles que se interessam e outros que passam longe desse tipo de abordagem dos temas - a crítica. Os primeiros, em pequeno número, buscam absorver todo o conhecimento e material pesquisado pelo especialista e tentam, à partir da opinião do crítico, construir a própria forma de pensar sobre o objeto em questão. Os segundos, que são a maioria, relutam em aceitar que a opinião de uma só pessoa possa ser publicada e tida como parâmetro para outros que ainda não tenham uma. Estes também se contrapõem por, muitas vezes, serem fãs do artista ou do que é atingido pela crítica.
A maioria desses “devotos” costuma tomar as dores e a ofender o jornalista quando este faz algum juízo negativo sobre o que está analisando. É por isso que estes profissionais de imprensa precisam ter consciência de que suas críticas não devem ser algo baseado exclusivamente em preferências próprias. Elas precisam ser bem fundamentadas e terem argumentos e fatos que possam comprovar uma opinião formulada em conceitos e não só em afinidades. Os critérios para um julgamento deste tipo devem ser predominantemente imparciais. Entretanto, por mais que o especialista tenha todas as razões do mundo para “falar bem” ou “falar mal” sobre determinado tema, ele precisará aprender que sempre haverá chuvas de desaforos para agüentar. Cabe, então, também ao responsável pela crítica ou ao ombudsman da empresa ouvir esses leitores e analisar se houve realmente alguma falha ou exposição dispensável da opinião individual.
A crítica musical
Com a chegada das novas tecnologias, em especial a internet, que carrega um grande número de informações, produtos e serviços de maneira rápida e prática, está acontecendo uma expansão da crítica musical, que conquista cada vez mais espaço diante de um público sedento por novidades e notícias.
No mundo jornalístico, onde a informação objetiva é posta em primeiro lugar, criar profissionais que atuem em segmentos específicos dentro da música é uma proposta interessante, desde que não existam discriminações a alguns grupos e tendências sonoras, pois, se isto acontecer, essa finalidade não é alcançada. Os críticos devem, portanto, se adequar às exigências do mercado, usando sempre o bom senso e mentalidade aberta na realização de seus trabalhos para evitar uma ação discriminatória geralmente encontrada em profissionais que detestam determinados estilos musicais.
Também é possível encontrar, sem grande esforço, críticos ditos ”modernos”, que veneram tudo o que está em alta, independente da qualidade musical. Este grau de profissionalismo não consegue enxergar pontos positivos em nada que não esteja em evidência no momento. Da mesma forma, também existe o crítico que se apega ao ”underground”, bandas mais desconhecidas e fora da mídia - que por este simples motivo são reverenciadas - ou aquelas que causaram-lhe impacto em alguma época de sua vida.
Enfim, o crítico musical deve ter um amplo conhecimento sobre música, não somente sobre um só estilo, mas sobre todos, para que possa estudar e compreender as veias sob as quais foram criadas o novo. Além de música, é altamente recomendável estudar os contextos históricos e ideologias do artista (ou banda) sobre a qual irá falar, garantindo ao próprio discurso maior credibilidade.
Confira na internet o que alguns dos maiores críticos de música estão dizendo agora por aqui, lá, ali e acolá.
E, "para ir além", como o próprio Digestivo Cultural diz, uma coluna de Débora Costa e Silva sobre o curso de Crítica Musical que também tive o prazer de participar.
Postado por Luiza... às 06:55 2 comentários
(conversa entre o lado direito e o esquerdo do cérebro)
- Ah! Agora eu não sou mais a outra! Legal, né?
- Bom, depende...
- De quê? Você acha que eu não deveria ter gostado disso?
- É que... Hum... Passar de "outra" para "uma das" não faz grande diferença, faz?
- ...
- Pra mim você está na mesma.
Postado por Luiza... às 06:46 1 comentários
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Manifestação
Isso o que vou dizer já é evidente, é óbvio, é idiota de tão certo. Mas é que na hora em que me foi dito caiu tanto como uma luva, tão perfeitamente que eu percebi nunca antes ter pensado bem nisso aqui: "eu acho que não deve nem se manifestar. Para que você faça qualquer manifestação sobre alguma coisa, precisa-se que haja uma questão. E esta que você faria já cansou de fazer. É uma repetição que não leva a nada. Ou melhor, não leva até onde você gostaria que chegasse".
Então penso e também me lembro da futura médica que partilha bons e maus tempos com essa pessoa que vos fala. Recordo não de uma, mas várias vezes que me repetiu: "você lutou, você buscou, a bola não está mais com você, independe de seu desejo minha querida".
É isso aí. That's it.
There's no way.
It's over.
Good luck.
Postado por Luiza... às 19:09 0 comentários
terça-feira, 25 de março de 2008
Retomando à idéia...
Para reforçar o tema do post abaixo, a leitura da entrevista feita pelo Digestivo Cultural com o Rodrigo Capella, escritor, poeta e jornalista, é de altíssimo valor.
Seu último livro publicado foi "Poesia não vende" pela editora Caminho das Idéias.
Lanço o link aqui.
Postado por Luiza... às 03:42 0 comentários
segunda-feira, 17 de março de 2008
Escovem os dentes, crianças!
Não. Eu não vou começar uma campanha para que as pessoas, ou você, até agora leitor desta, faça uma melhor limpeza dentária. A brincadeira toda é que, em uma palestra para estudantes de jornalismo no último dia 11 deste mês (março), Fernando Canzian, repórter especial da Folha e ex-correspondente internacional da mesma, ao se lembrar das afirmações de uma amiga, disse que a leitura de jornal pelos soldados dos veículos de imprensa é como escovar os dentes, ou seja, fundamental, caso não tenha a idéia sido explícita.
Independentemente da obrigação dos jornalistas, o sentido amplificado sobre ler jornais seria o hábito de explorar também outros estilos da escrita, como revistas, livros e seus derivados por qualquer um que tenha o mínimo de interesse em atrair para si as melhores chances de se inserir com excelência e propriedade no mundo em que foi posto depois de expelido. Não é novidade que a leitura engrandece os pequenos e alimenta a fome - no sentido figurado, é claro - dos maiores. A busca pelas resoluções de nossas indagações mais absurdas, curiosas e abstratas está - sem mencionar nos benefícios de viagens, palestras, teatro e da própria vivência nessas respostas - nos impressos. Neles são possíveis de encontrar as opiniões, teses e teorias sobre uma variedade incrível de assuntos e de personalidades que foram a fundo - ou o mais fundo que pensavam ser - na abordagem do tema. E, acima de qualquer outra, a pergunta é: por que os brasileiros lêem tão pouco?
É fato que depende do interesse pessoal o ato de se meter as caras em algumas ou várias páginas, mas, proporcionalmente, o que faz as estatísticas apontarem que os brasileiros se dedicam seis vezes menos que os ingleses ou três vezes menos que os americanos na apreciação da arte da escrita?
É sabido há tempos, desde que os povos nomeados como primitivos exerciam a prática dos desenhos como representações de palavras ou situações, que o homem caça a sua história querendo facilitar a comunicação e compreensão para com o seu igual para, finalmente, poder traçar linhas que acarretem em uma conclusão, em uma lei. E por que, mais uma vez, esse "instinto" (que me perdoem os professores de filosofia no uso dessa expressão) não é maior entre os nossos conterrâneos?
A leitura não é uma montanha-russa, mas pode provocar vertigens tão alucinógenas quanto à própria. Também não tem melodia, mas pode embalar os leitores nas mais especiais histórias. Não permite assistir à obra concretizada em frente aos olhos, entretanto libertará os pulsos das correntes e deixará nas mãos, ou melhor dizendo, na imaginação do tal a criação dos perfis das personagens e de suas respectivas caricaturas. Não trará os perfumes do que for descrito, mas desafiará para esta descoberta de sentidos. Muitas vezes iluminará caminhos e em outras escurecerá certezas obrigando a saída das confortáveis sombras para a mais ofuscante realidade.
Entendo, portanto, que motivos são mais do que suficientes para um convencimento das vantagens desses itens de série dos encapados. Porém, ainda não se chegou a nenhuma conclusão.
O preço dos livros. É isso. Ou não?
É verdade que os livros no Brasil superam em muitas vezes a nossa vontade de comprá-los, de le-los ou de, até mesmo, empilhá-los em algum canto da casa por conta de seu preço. Seria então este o vilão da nossa manchada história? Mas... E as bibliotecas?
Numa conversa, uma pessoa chegou a me dizer que muitas cidades interioranas não possuem ou não carregam grande número de obras em suas prateleiras e que o acesso que cabe à zona rural é extremamente restrito, mínimo. Concordo; não me é desconhecido. O número de cidades não privilegiadas por bibliotecas, investimentos no setor de cultura ainda é suficientemente grande para que as pessoas ignorantes sobre este fato não exijam esse seu próprio direito. E outras que vivem em locais de difícil acesso e que só possuem este universo relativamente próximo de si devem gostar ou ter o hábito de anos para se deslocar até a biblioteca, situada, geralmente, no centro urbano.
Entretanto, conheço o ditado popular "quem procura, acha" e penso que encontrar cultura na forma de livros ou de qualquer outro gênero faz parte do interesse do indivíduo em querer decifrar e testemunhar os fatos de onde vive. Basta querer.
E você que permaneceu leitor até aqui: já escovou os dentes hoje?
Postado por Luiza... às 08:55 1 comentários
O moço dos livros
A perna direita era mais arqueada do que a esquerda. Não. Acho que eram igualmente curvas. O cabelo não era liso. Era meio enrolado, curto, mas não ao extremo. Usava óculos de aros pretos meio retangulares com cantos arredondados. Nos pés calçava as botas Timberland cujo um do par teimava em ficar desamarrado. O jeito de andar do garoto até que me seduzia. Era feito um balanço, um descompromisso com a beleza elitista daqueles homens da Paulista.
Seus olhos azuis eram como se quisessem apenas refletir, por todo o tempo, o céu mais limpo e lindo de um verão.
Quando, em pé, debruçava-se sobre a mesa, as costas retilíneas pela perfeita postura pareciam contrastar com a curva que formava sua pequena e dura bunda.
Era loiro. Tinha os pêlos - os visíveis - loiros. Não era cheio de pêlos. Tinha só o suficiente para chamá-lo de homem.
Onde eu tinha por começar a beijá-lo eram finos os lábios e o sorriso era ou pretendia ser provocante.
Não penso que ele fosse notado por muitas mulheres, mas se por alguma fosse, talvez, como eu, o devoraria com os olhos.
Seu nome? Não importa. O que interessa é a voz. Única. Envolvente para alguns, como para quem aqui escreve e, possivelmente, irritante para outros.
Entre os charmosos livros de artes, parecia conter em si ainda mais intelectualidade e misteriosidade do que os próprios aros tradicionais dos olhos postiços costumam dar.
Parece trabalho de detetive o meu, mas é apenas de alguém enfeitiçado por outro. Não é algo evitável a vontade de se descobrir onde mora e com quem; com quem anda e por quê; por que escuta e o quê; o que gosta de fazer e onde.
Vamos tomar um café?, Não gosta?, E cerveja?, Ah, não é do seu gosto..., Um suco?, Água?, Vamos conversar pelo menos?, Teria algum tempo livre?, Mas sempre está à trabalho?, É mesmo?, E seu telefone?, É, tem gente que é desapegado mesmo..., E-mail?, E não conseguiu recuperar a senha?, Bom, acho que é impossível então, Eu bater um papo com você oras! É o que eu estou tentando desde o início, Direta?, Ah, pensei que seria indelicado, Haveria outra vez? Na próxima eu seria mais pontual no assunto, Não?, Tá, okay..., Tchau...
Talvez eu nem levasse um fora...
Acima apenas uma possibilidade não muito favorável para uma das partes. O fato é que quando somos acometidos pela insegurança "amorosa", haja métodos para driblá-la e/ou escondê-la...
Postado por Luiza... às 08:14 0 comentários