terça-feira, 28 de agosto de 2007

O desafio de se conviver com a diferença

Domingo passado foi dia de ENEM. E, apesar de eu estar na facul, fui fazer o exame. Minha redação postei aqui. Não por que achei que estivesse boa o suficiente para estar, mas pelo tema, que é de delicada importância.

O mundo moderno não permite que se pare e pense. Não permite também que se reflita, que se tenha um tempo para si. Entretanto, deixa que se observe e perceba as diferenças culturais, raciais, econômicas e adjacências com tranqüilidade. Dá tanto espaço para essa prática que as pessoas começam a confabular com seu todo ser sobre essas diferenças de modo negativo. Por que será que esse mundo moderno, filho do antigo mundo, continua - mesmo sendo tão liberto e sem fronteiras - a encorajar seus moradores a cultivar essa cultura? Por que, se é tão moderno quanto diz seu próprio nome, faz como os Bárbaros e provoca o tão antigo êxodo das populações? Se este mundo tivesse apenas uma boca até poderia ser penalizado. Mas são muitas as bocas que reclamam e que provocam. Portanto, é algo mais grave, algo que deve ser pensado. São muitos os olhos que enxergam detalhes que são despresíveis, já que estes, com o tempo, se transformam, morrem, mudam, evoluem ou se tornam defeituosos - a exemplo dos próprios olhos não ficam de fora dessa se cegando.
As pessoas não aprenderam até hoje com seu passado escuro da Idade Média. Parecem ter esquecido as dores da Inquisição, das invasões, dos conflitos políticos e religiosos. Não compreendem que, se querem mesmo se achar seres dotados de real inteligência, deveriam se unir e não se dissipar causando guerras por divergências de opiniões e valores. O arranjo genético acontece justamente para gerar diferenças para que a espécie possa se manter viva, longe de extermínios e extinções.
O Brasil é tido como país hospedeiro e sem preconceitos. Não seria o melhor adjetivo para este comportamento "dissimulado"? É difícil discordar. A maior parte da população se diz sem preconceitos, mas boa parte se desmascara fácil e rapidamente.
A educação de dentro de casa deve mudar, se aprimorar para que em breve; logo - sejamos otimistas -, o mundo moderno finalmente se torne arrojado.

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